Acordei hoje com tal Nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. Clarice Lispector
"Nostalgia... Saudade Conformada.
As pessoas sempre confundem os sentimentos de nostalgia e saudade, pensam que é a mesma coisa. Não é. Nostalgia dói mais que saudade, mais que bater com a porta nos dedos, mais que cólica de rim. Nostalgia é como o fim do dia: a única saída é se conformar, já foi. Saudade a gente aguenta, inquietamente, e logo a gente cura.
Saudade a gente sente quando entra em um ônibus para ir embora, saudade da pessoa amada que fica, mas sabe que vai voltar a vê-la. Nostalgia é quando após alguns anos, você se lembra desse momento, que às vezes até se repete, mas não é a mesma coisa...
Saudade é quando o ser amado foi embora, mas o amor ainda ficou. Nostalgia é quando o amor também se foi...
Saudade a gente sente quando deixa os pais em casa e vai morar sozinho, em qualquer canto desse mundo. Nostalgia é quando a gente lembra de quando eles jogavam bola ou brincavam de boneca com a gente...
A gente sente saudade da vovó, que mora longe e cada vez que a visitamos ela aparece com um monte de comidas gostosas. Nostalgia é quando já não se tem a vovó, mas ainda sentimos o gostinho das guloseimas que ela fazia...
Saudade a gente tem de um amigo que se mudou para outra cidade ou país. Nostalgia é o que sentimos ao lembrar das brincadeiras de quando éramos crianças, e saber que agora quem brincam são seus filhos...
A gente sente saudade da nossa casa quando viaja e fica um tempo fora. E nostalgia quando a gente lembra de tudo o que viveu ali, na casa agora abandonada...
Saudade a gente pode ter de um brinquedo, de andar de bicicleta. Nostalgia é o que sentimos quando nos lembramos de como era simples e feliz nossa infância...
Temos saudade de sentar na varanda à tarde com nosso avô e ficar jogando conversa fora. E nostalgia quando o avô se vai, anoitece, e esse momento não se repete mais.
Sentimos saudade dos nossos cachorros quando passamos um fim de semana fora. Nostalgia, quando lembramos deles pulando na gente, mas só vemos a casinha que está vazia.
Saudade é um sentimento urgente, nostalgia não tem solução: a gente só se conforma. Saudade é a ausência provisória de alguém, nostalgia é a ausência eterna de um momento.
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença” – dizia Lispector. Então, nostalgia é quando toda a comida cessou..." Karina Perussi
"Às vezes a gente só precisa encontrar um ponto de partida e tudo que desejamos começa a acontecer."
quarta-feira, 4 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
The Heart That Feels .
sábado, 23 de abril de 2011
Um tempo todo seu .
Se .
(Na Terra do Se. Martha Medeiros)
terça-feira, 12 de abril de 2011
O céu é o limite .
Reparto em mil pedaços
o óbolo que recebo
e peso cada ato
para que de fato
surta o efeito esperado
Me desarmo da cabeça aos pés
para que tudo flua
com sentimento e fé
e nada se perca
por entre erestas
negativas
Nessa jornada poética
acredite
o céu é o limite
para todo aquele que sai
pelo mundo da fantasia
e gagueja nas letras
até chegar ao verso
sem receios ou medos
em busca da resposta
para seus devaneios.
Nety Maria Heleres Carrion
o óbolo que recebo
e peso cada ato
para que de fato
surta o efeito esperado
Me desarmo da cabeça aos pés
para que tudo flua
com sentimento e fé
e nada se perca
por entre erestas
negativas
Nessa jornada poética
acredite
o céu é o limite
para todo aquele que sai
pelo mundo da fantasia
e gagueja nas letras
até chegar ao verso
sem receios ou medos
em busca da resposta
para seus devaneios.
Nety Maria Heleres Carrion
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Só o amor .
Preciso que o vento me dê força,
Que o tempo me dê compreensão.
Que você me dê amor, carinho,
Beijo e perdão.
Preciso subterfúgios, para fugir da solidão.
Não gosto de rádio, nem televisão.
Gosto de conversa, de troca, de toque.
Gosto de um pouco de atenção.
Meus bosques noturnos se enfeitam
De luares já perdidos
Meu olhos encardidos
já não querem mais chorar, nem sofrer.
Olhos foram feitos para ver.
Me faça ver!
Uma saída.
Uma parte, uma janela, uma válvula
de escape,
Um ponto de fuga, uma rota, um desvio,
Uma estrada, um caminho, um mar,
um rio...
Estou cansado de não ver.
De só me percorrer por dentro.
Ser meu próprio prisioneiro, meu detento.
Preciso expor o que penso, o que sinto,
O que invento.
Preciso de água e vento.
Gosto de fazer o jogo
Dos quatro elementos.
Preciso que o vento me dê forças para
erguer
Os castelos desfeitos.
Desfazer o nó na garganta,
a dor no peito.
Às vezes parece que só o amor dá jeito.
Que o tempo me dê compreensão.
Que você me dê amor, carinho,
Beijo e perdão.
Preciso subterfúgios, para fugir da solidão.
Não gosto de rádio, nem televisão.
Gosto de conversa, de troca, de toque.
Gosto de um pouco de atenção.
Meus bosques noturnos se enfeitam
De luares já perdidos
Meu olhos encardidos
já não querem mais chorar, nem sofrer.
Olhos foram feitos para ver.
Me faça ver!
Uma saída.
Uma parte, uma janela, uma válvula
de escape,
Um ponto de fuga, uma rota, um desvio,
Uma estrada, um caminho, um mar,
um rio...
Estou cansado de não ver.
De só me percorrer por dentro.
Ser meu próprio prisioneiro, meu detento.
Preciso expor o que penso, o que sinto,
O que invento.
Preciso de água e vento.
Gosto de fazer o jogo
Dos quatro elementos.
Preciso que o vento me dê forças para
erguer
Os castelos desfeitos.
Desfazer o nó na garganta,
a dor no peito.
Às vezes parece que só o amor dá jeito.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
"É fácil trocar as palavras..

..Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo." Fernando Pessoa
Assinar:
Postagens (Atom)





